quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


Vivo clamando, sentindo e chorando
Esta dor estranha de não te amar
Revivo aqui, talvez solitário, imaginando,
O amor foi feito, perfeito, para se doar
 
Vivo agora, também perto de ti,
Pois morrera a saudade e já me esqueci
De que mais te amar da dor me refaz
Torna-me feliz e ao peito apraz
Tão profusamente assim te beijar
 
Teus olhos em mim, são farol, luz de chegada
Os lábios que ostentas na cálida quietude
Da convidativa alcova em que te estendes
A doçura contundente, irresistível solicitude,
 
Oh amado, teu tempo é o meu,
Em ti me reencontro e sinto,
Que o amor quase perfeito, resplendeu,
Dá-me então, interminável, o beijo final.

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